terça-feira, dezembro 31, 2013

Concurso "Conheço um Escritor"

      A Revista Visão Júnior, em parceria com o Plano Nacional de Leitura (PNL) e a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), promove o concurso "Conheço um Escritor",  aberto a todos os alunos do ensino básico do 1.º ao 9.º anos de escolaridade. 
      O intuito é estimular o gosto pela leitura, desenvolver o interesse pelos livros, conhecer escritores portugueses e as suas obras e permitir uma maior aproximação entre os leitores e os autores.


FONTE: http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/Concursos/index.php?s=concursos&tipo=4&concurso=52

Bairro Alto (V) - RTP Play - RTP

Entrevista a Mia Couto no dia 28/12/2013













Aqui pode ver o programa: Bairro Alto (V) - RTP Play - RTP

A Urgência da Literatura - 1.º Encontro «Literatura: Presente, Futuro»

quinta-feira, outubro 31, 2013

Prosa de Álvaro de Campos

Documentário Fernando Pessoa por Clara Ferreira Alves

José Saramago

Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Veira


















Dizem que finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo, 
O que me falha ou finda, 
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda. 
Essa coisa que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir! Sinta quem lê!
                                  
                                      Fernando Pessoa, Poesias, 16 ª. Ed.

domingo, outubro 27, 2013

Os Três Últimos Dias de Fernando Pessoa

Uma homenagem ao poeta Fernando Pessoa, no ano em que se celebram 125 anos sobre a sua morte, e ao escritor italiano Antonio Tabucchi.
Na peça Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Bernardo Soares e António Mora, os heterónimos de Pessoa, visitam o poeta no seu leito de morte e discutem sobre as suas visões do mundo.

sexta-feira, outubro 25, 2013

Projecto Ler+ Jovem

O Projeto Ler+ jovem desafia as escolas a procurarem estratégias que (re)aproximem os jovens do ensino secundário da leitura e ajudem o público adulto a descobrir o prazer de ler.





Prémio Ensino Secundário

 Prémios da Academia das Ciências

A Academia das Ciências de Lisboa abre concurso para os seguintes Prémios destinados aos melhores alunos finalistas do ensino secundário, no ano letivo 2012/2013 :
a) Prémio Alexandre Herculano, destinado ao estudo de História;b) Prémio Padre António Vieira, destinado ao estudo de Português;c) Prémio Pedro Nunes, destinado ao estudo de Matemática.


O prazo de entrega dos trabalhos é a 22 de novembro de 2013.
http://www.acad-ciencias.pt/wordpress/premios-ensino-secundario/



 

Almada Negreiros

O suplemento Ípsilon, do jornal O Público, integra uma crítica ao catálogo "Almada por contar" sob a coordenação de Sara Afonso Ferreira, Sílvia Laureano Costa e Sílvio Palmeirim Costa. Reúne reproduções de trabalhos plásticos, textos e ensaios pouco divulgados na imprensa. Uma leitura a não perder.

sábado, outubro 12, 2013

AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor 
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,

Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda

Gira, a entreter a razão,
Esse combio de corda
Que se chama coração.
Fernando Pessoa, Antologia Poética





sábado, agosto 17, 2013

BENDITO SEJA O MESMO SOL


Bendito seja o mesmo sol de outras terras
Que faz meus irmãos todos os homens
Porque todos os homens, um momento no dia, o olham como eu, 

E, nesse puro momento
Todo limpo e sensível
Regressam lacrimosamente
E com um suspiro que mal sentem
Ao homem verdadeiro e primitivo
Que via o Sol nascer e ainda o não adorava.
Porque isso é natural - mais natural
Que adorar o ouro e Deus
E a arte e a moral ...



Alberto Caeiro, Obra Poética, XXXVIII

quarta-feira, julho 17, 2013

POEMA DOS OLHOS DA AMADA

Ó minha amada
Que olhos os teus
São cais noturnos
Cheios de adeus
São docas mansas
Trilhando luzes
Que brilham longe
Longe dos breus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Quanto mistério
Nos olhos teus
Quantos saveiros
Quantos navios
Quantos naufrágios
Nos olhos teus...
Ó minha amada
Que olhos os teus
Se Deus houvera
Fizera-os Deus
Pois não os fizera
Quem não soubera
Que há muitas era
Nos olhos teus.
Ah, minha amada
De olhos ateus
Cria a esperança
Nos olhos meus
De verem um dia
O olhar mendigo
Da poesia
Nos olhos teus.


Vinicius de Morais, Antologia Poética

quinta-feira, julho 04, 2013

quarta-feira, junho 12, 2013

Latim nas escolas de 1.º ciclo do ensino básico escocesas



FONTE:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=445378005558068&set=a.204346466327891.44148.100002576173300&type=1&theater 

sexta-feira, junho 07, 2013

O PORTUGAL FUTURO

O portugal futuro é um país
aonde o puro pássaro é possível
e sobre o leito negro do asfalto da estrada
as profundas crianças desenharão a giz
esse peixe da infância que vem na enxurrada
e me parece que se chama sável
Mas desenhem elas o que desenharem
é essa a forma do meu país
e chamem elas o que lhe chamarem
portugal será e lá serei feliz
Poderá ser pequeno como este
ter a oeste o mar e a espanha a leste
tudo nele será novo desde os ramos à raiz
À sombra dos plátanos as crianças dançarão
e na avenida que houver à beira-mar
pode o tempo mudar será verão
Gostaria de ouvir as horas do relógio da matriz
mas isso era o passado e podia ser duro
edificar sobre ele o portugal futuro

Ruy Belo, Todos os Poemas. Assírio e Alvim Ed.

ESCADA SEM CORRIMÃO

É uma escada em caracol
e que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
mas nunca passa do chão.

Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.

Quem tem medo não a sobre.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar foraa
o lastro do coração.

Sobe-se numa corrida.
Correm-se p'rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão.


David Mourão-Ferreira. Obra Poética. Bertrand Ed.

sábado, maio 18, 2013

Números da Loeb Classical Library

Neste link é possível descarregar todos os números da Loeb Classical Library, uma colecção de edições críticas bilingues das obras greco-latinas.

http://ryanfb.github.io/loebolus/

Latim é disciplina obrigatória nos cursos de Humanidades em Espanha

Aqui, no blog DOCEO ET DISCO, um breve resumo da nova reforma curricular.

http://doceoetdisco.blogspot.com.es/2013/05/las-clasicas-en-la-lomce.html?spref=tw

Latim de volta às escolas na Alemanha!

segunda-feira, abril 29, 2013

sábado, abril 13, 2013

Dia Internacional do Beijo!

Desejo a todos um feliz dia internacional do beijo!



Museu do Louvre, Paris
Departamento de cultura Grega, Etrusca e Romana - piso 1, sala 37, exibição 9

(FONTE: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=182571741892235&set=a.113509442131799.22069.113483592134384&type=1&theater)

quarta-feira, abril 03, 2013

Embora o número de alunos que estudam latim e/ou grego em França tenha decrescido, contudo são mais de 500 mil no ano lectivo passado. 

(FONTE:http://www.facebook.com/pages/Associa%C3%A7%C3%A3o-de-Professores-de-Latim-e-Grego/282682958466600?fref=ts)




sábado, março 02, 2013

EROS e PSIQUE

Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.

Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.

A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera.
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.

Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado.
Ele dela é ignorado.
Ela para ele é ninguém.

Mas cada um cumpre o Destino -

Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.

E, se bem que seja obscuro

Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E, vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora.

E, inda tonto do que houvera,

À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
Fernando Pessoa, Poesias, Ática Ed.

Não há machado que corte
A raiz do pensamento
Não há morte para o vento
Não há morte

Se ao morrer o coração

Morresse a luz que lhe é querida
Sem razão seria a vida
Sem razão

Nada apaga a luz que vive

Num amor num pensamento
Porque é livre como o vento
Porque é livre


Carlos de Oliveira, O Nosso Amargo Cancioneiro

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Os Etruscos

    «Pelo ano 700, a civilização da primeira era do ferro dá origem, na Toscânia, a uma civilização brilhante, de tipo orientalizante. O povo etrusco fazia assim a sua aparição na península italiana. As suas origrens são complexas; segundo a tradição de Heródoto, talvez um núcleo de navegadores tenha partido da Ásia Menor, instalando-se nas costas tirrenas. A sua linguagem ocupa um lugar à parte entre as famílias linguísticas. Leêm-se facilmente os textos toscanos, escritos num alfabeto derivado do alfabeto grego, mas compreendem-se dificilmente. O grande período da civilização dos Etruscos situa-se nos séculos VII, VI e no início do século V a.C. A sua marinha rivalizava então com as frotas cartaginesa e grega. No século VI, ocuparam o Lácio e a Campânia, no século V a planície do Pó. De 600 a 475 a.C., aproximadamente, Roma apresenta, em muitos aspectos, um ar etrusco. No entanto, a decadência da Etrúria foi rápida. Perde o Lácio e a Campânia no século V, a planície do Pó é ocupada pelos Celtas no século seguinte. E em breve, mesmo a sua independência desaparece sob os golpes de Roma, no século II a.C. Contudo, a civilização etrusca só desaparece pouco tempo antes de César. Fora caracterizada sobretudo por uma religião de aspecto oriental, muito afastada do paganismo greco-romano. Livros sagrados ensinavam uma doutrina sagrada complexa sobre as relações entre os deuses e o mundo e sobre o destino do mundo. Um poderoso colégio de sacerdotes, os arúspices, muito versados na arte divinatória, presidia à vida religiosa do povo. A arte atrusca deixou atrás de si inúmeros vestígios de uma produção muito diversa e muitas vezes de primeira ordem. Foi constantemente e profundamente influenciada pela arte helénica, mas apresenta, contudo, um aspecto próprio, devido ao gosto profundo pela estilização e, pelo menos na época tardia, pelo realismo. A civilização romana acolheu, por sua vez, um certo número de institutições, de termos, de tendências e de gostos que lhe foram legados pelos etruscos.»

GRIMAL, Pierre. (1993). A Civilização Romana. Lisboa: Edições 70.

terça-feira, fevereiro 05, 2013

Edição dedicada ao Latim no suplemento QI-Qociente de Inteligência, do Diário de Notícias

A edição do suplemento QI – Quociente de Inteligência do jornal Diário de Notícias de 2 de Fevereiro de 2013 foi dedicada ao Latim. Entre outros, podem encontrar um artigo sobre o Latim vivo, que conta com a participação da Prof.ª Doutora Cristina Pimentel ou sobre o curso de Latim que a Doutora Mafalda Viana vai leccionar a partir de quarta-feira no CCB.



Da épica 'Eneida' aos crimes de 'capti', por Susana Salvador<http://www.fl.ul.pt/images/stories/Documentos/Centros/Classicos/imprensa/da_epica_eneida_aos_crimes_de_capti.pdf>




O Latim é o chão comum da Europa, por Joana Emídio Marques<http://www.fl.ul.pt/images/stories/Documentos/Centros/Classicos/imprensa/o_latim_e_o_chao_comum_da_europa.pdf>

domingo, janeiro 20, 2013

Cantilena

Cortaram as asas
ao rouxinol.
Rouxinol sem asas
não pode voar.

Quebraram-te o bico,

rouxinol!
Rouxinol sem bico
não pode cantar.

Que ao menos a Noite

ninguém, rouxinol!,
te queira roubar.
Rouxinol sem Noite
não pode viver.

                              Sebastião da Gama, Cabo da Boa Esperança, Ática Ed.

Esperança

Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu fi-lo perfeitamente.
Para diante tudo foi bom
bem feito de sonho
podia segui-lo como realidade.

Esperança:

isto de sonhar bom para diante
eu sei-o de cor.
Até reparo que tenho só esperança
nada mais do que esperança
pura esperança
esperança verdadeira
que engana
e promete
e só promete.
Esperança:
pobre mãe louca
que quer pôr o filho morto de pé?
Esperança
único que eu tenho
não me deixes sem nada
promete
engana
engano que seja
engana
não me deixes sozinho
esperança.

                                        Almada Negreiros, Obras Completas. Ed. Estampa